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Air Max Zero - Nike

Postado em 06/04/2015

     O veículo de notícias brasileiro FFW, foi convidado para uma press trip dentro do ‘campus’ da Nike nos Estados Unidos. Viajaram para Oregon, acompanhados da gerente de comunicação da Nike no Brasil, Renata Botelho. Fizeram um tour e depois foram para a sala onde seria a apresentação do Air Max Zero.  Onde houve entrevista com Tinker Hatfield, nome por trás de ícones como Air Max e Air Jordan.

 

      Nos anos 1980, a medida que a tecnologia de amortecimento Air da Nike ia sendo aprimorada e as cápsulas de ar no interior dos tênis iam ficando maiores Hatfield, sentiu a necessidade de expor ao público o conceito de ‘’andar sobre o ar’’. ‘’Tenho a lembrança de viajar e na condição de arquiteto, estar atendo a exemplos novos e interessantes de arquitetura pelo mundo. Fui a Paris, para ver a cidade mas também, para visitar o Centro Pombidou. O Pompidou é um prédio virado pelo avesso com uma camada de vidro por baixo. Tudo está exposto, desde a tubulação de calefação de ar condicionado até as escadas rolantes e elevadores, dá para enxergar tudo (...) Fiquei com aquela imagem na cabeça. Voltei para Oregon e me reuni com técnicos que estavam trabalhando em cápsulas maiores de Air. Contei a eles o que estava pensando, falei de um edifício sem igual no mundo e falei sobre tecnologia. Talvez pudéssemos pegar a nossa tecnologia e deixa-la exposta, criando um tênis como nenhum outro.’’

 

      Tinker Hatfield deu vida ao conceito do Air visível, que hoje caracteriza todos os itens da linha Air Max. Demorou quase 30 anos para a proposta original ser redescoberta. O designer Graeme McMillan foi encarregado de tirar o Air Max Zero do papel, mantendo a proposta de oferecer o máximo de conforto, porém acrescentando as mais recentes inovações da empresa, como o solado Air Max 1 ultra, apresentado no Air Max 1 Ultra Moire, com estrutura oca de phylon; os cabedais que reduzem o volume sem abrir mão da sustentação, entre outras.

 

      A equipe também teve oportunidade de fazer uma entrevista e conversar sobre o lançamento e a história do Air Max Zero:

 

O lançamento do primeiro Air Max foi um marco na história dos sneakers; a Nike tem planos de apresentar um produto totalmente novo que cause o mesmo impacto?

Nós vivemos em um mundo competitivo e não podemos revelar as coisas nas quais estamos trabalhando, porque seríamos copiados, mas posso dizer que tive uma reunião com [o CEO da Nike] Mark Parker ontem, e que conversamos frequentemente sobre o estado das inovações e das novas ideias aqui na Nike. É muito parte do meu trabalho, e do trabalho dele, questionar constantemente: “o que estamos fazendo vai mudar o mercado? Vai ajudar os atletas a terem uma performance melhor? Vai promover a Nike como uma líder?”. Vocês vão ver coisas loucas vindas de nós. Nos últimos anos temos feito muitas melhorias “evolutivas” no design, mas acredito que vamos entrar agora em uma nova fase com materiais que estão sendo inventados, e ideias originais para o uso de eletrônicos, que vão mudar o footwear.

Por falar no mercado competitivo: você acredita que os designers devem acompanhar o lado business da empresa para saber como seus produtos estão sendo aceitos pelos consumidores, ou isso é ruim para a criatividade?

Essa é uma pergunta muito inteligente. Acho que alguns designers na Nike não deveriam ter nenhuma preocupação nesse sentido, e essas são as pessoas que estão tentando ir em direção ao futuro. Se você fica se preocupando com números, isso restringe a sua criatividade – não tenho dúvidas sobre isso. Temos na Nike um time de inovação de mais de 200 pessoas que são se preocupam com números. Todo o resto da empresa, sim (risos), porque temos um grande negócio para manter e aprimorar. Alguns designers são julgados com base em números. Alguns designers são julgados com base em ideias realmente boas e novas. Algumas pessoas são boas em uma coisa; algumas pessoas são boas em outra.

O que é mais importante para você, como criador: o design ou a performance?

Performance é sempre a parte mais importante do que eu faço, e quando olho o trabalho dos outros, procuro sempre pensar: “isso ajudaria um atleta a ter uma performance melhor? Ou, isso pode melhorar a sua segurança, diminuindo riscos de lesões?”. O design e o lado “fashion” também contam, mas para mim, performance vem antes.

As inovações da Nike, que antes eram muito visíveis, como no Air Max, hoje são mais técnicas, com foco por exemplo em leveza e flexibilidade. Vocês sente que poderiam fazer mais inovações visíveis que surpreendam e tenham apelo para o consumidor?

Acho que a melhor maneira de responder a isso é dizendo que queremos explodir a sua mente. Mas ideias novas e chocantes são muito difíceis de alcançar – às vezes leva-se dois anos para executá-las. Podemos fazer os protótipos mais loucos, e realmente fazemos, porém, temos que ter o entendimento de como produzi-los em massa a um preço acessível; e isso consome muito tempo e dinheiro. Mas a resposta é que queremos que as pessoas sejam totalmente surpreendidas com nossos lançamentos. Isso é muito importante para uma empresa como a Nike, que se posiciona como uma empresa que não segue tendências, mas que as lança. Algumas companhias são boas em seguir. Outras são boas em liderar.

Publicado em: Cultura

MANIFESTO ANTI-FASHION

Postado em 27/03/2015

      Será o fim da moda?!


       A pesquisadora de tendências, apontada pela revista Time, como uma das pessoas mais influentes do mundo da moda, Li Edelkoort, apresentou o Manifesto Anti- Fashion. Em seu manifesto, Li fala critica diversos aspectos atuais da moda, entre eles educação, estilistas, manufatura, varejo e publicidade. Ela acredita que antigamente havia muito mais ousadia, os grandes nomes propunham novidades e mudanças sociais e hoje, tudo que se vê são reutilizações de tendências passadas.

 

      Um dos exemplos da desvalorização da moda, seria o ‘fast-fashion’ que veio com a proposta de roupas baratas e qualidade inferior, que para Li, retrata o valor que a moda tem na sociedade atual: algo descartável, sem qualidade e sim quantidade. Sem que os estilistas exerçam a capacidade criativa e renovem o cenário da moda.

 

O manifesto segue 10 pontos, que se você prestar atenção, verá que envolve também todas os setores de consumo:

 

1. Educação:

Nas faculdades, ainda educamos os alunos para brilharem sozinhos, para serem estrelas disputadas por grandes marcas de luxo. Mas esquecemos que isso, na verdade, é a exceção. No século XXI esta realidade individualista está caindo por terra e o trabalho colaborativo faz muito mais sentido.

2. Materialização:

Ao cortarem drasticamente os custos, as grandes empresas de moda estão levando a indústria têxtil e a mão de obra artesanal à falência. Como resultado, as faculdades deixam de ensinar criação têxtil e conceitos básicos sobre tecidos. Ou seja, é uma bola de neve que pode levar à quase extinção dos trabalhos manuais. É mais um conhecimento que se perde.

3. Manufatura:

Com redes de abastecimento cada vez menores, o sistema precisou se reestruturar. Como? Recorrendo aos países de economia fraca. Assim, o lucro das marcas é ainda maior.

4. Preços:

Para a moda, quase tão grave quanto a mão de obra escrava é a mensagem que se passa com roupas tão baratas: “Compre, use e jogue fora, como se fosse uma camisinha”, diz Li. As pessoas acabam não “saboreando” o que compraram e, pior, isto ensina aos jovens consumidores que a moda não tem valor. A cultura da moda acaba sendo destruída.

5. Designers:

Os grandes nomes do passado mudavam a sociedade, pois introduziam novas silhuetas, novas posturas e novas formas de movimento. Lembra as ombreiras dos anos 80? Elas mudavam a forma como a mulher se mexia. Pois hoje, os designers só querem reciclar tendências do passado. “A energia deles está toda em criar bolsas e sapatos, a pedido do marketing. Eles quase não se preocupam com as roupas”, explica a pesquisadora.

6. Marketing:

Graças ao que ele se transformou, os produtos e a indústria são vistos só de uma perspectiva: a de como vender mais. Os designers são pressionados, produzindo coleção atrás de coleção, em busca de mais faturamento. Isto os esgota e mata a criatividade.

7. Publicidade:

“Os anúncios são repetitivos e fica difícil ler os valores da marca”, fala. Para piorar, as grandes publicações exibem em seus editoriais de moda exclusivamente as peças de grifes anunciantes. Como resultado, as pequenas (e novas) marcas nunca terão vez.

8. Imprensa e Blogs:

Editores de moda com conhecimento e repertório estão sendo substituídos por jovens escritores sem especialidade nem perspectiva crítica. “Eles generalizam e dão opiniões, ao invés de críticas profissionais”.

9. Varejo:

Não acompanhou a mudança dos tempos.

10. Consumidor:

“Os consumidores de hoje e de amanhã vão escolher sozinhos, criando e até desenhando o que vestem. Sem contar que Silicon Valley deu origem à primeira geração de super-ricos que não ligam para moda”, defende. A moda não vai recuperá-los. “Mas, vamos, sim, falar cada vez mais de roupas e é a elas que devemos levantar um brinde”, conclui.

Publicado em: Cultura

FIMEC 2015

Postado em 20/03/2015

 

 

 

FIMEC 2015 – COMPOR

 

      Esta semana estamos presentes pela 5ª vez na FIMEC, uma das principais feiras do setor calçadista, que acontece em Novo Hamburgo, como falamos na matéria anterior. O ano de 2015 traz novidades e confirmações de tendências. Durante a feira podemos ver bastante investimento nos laminados, metalizados, materiais com brilho, texturas variadas e até mesmo estampas florais e coloridas. Peles exóticas, trazidas também por curtumes italianos, chamaram atenção na feira.

 

      Nosso foco concentra-se no setor coureiro-calçadista, criando e desenvolvendo projetos de calçados, artefatos, coleções completas e design de componentes. Além disto também prestamos serviços de consultoria de moda, marketing e gestão de vendas. A  FIMEC torna se muito importante para o nosso trabalho, além de ser na nossa cidade e nos aproximar ainda mais dos clientes e visitantes.

 

      Chegamos ao último dia de mais uma FIMEC com a certeza que estamos no caminho certo. A feira de 2015 esta sendo uma ótima oportunidade para prospecção e firmação de parcerias. Tivemos ótimos contatos durante todos os dias, na feira e na empresa. Estamos fechando contratos e vem muita novidade por aí!

 


      Também encerramos com a certeza que o setor tem condições para crescer e possui espaço tanto no mercado interno quanto no externo. A busca por conhecimento, tendências e resultados é o que a feira proporciona aos expositores e visitantes. Saímos felizes com os resultados e ansiosos para a próxima.

 

 

 

Publicado em: Cases

FIMEC 2015

Postado em 12/03/2015

      Semana que vem, entre os dias 17 e 20 de março, acontece em Novo Hamburgo/RS o segundo maior evento mundial do setor calçadista. A FIMEC – Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes, vai estar reunindo o que há de melhor e mais moderno por meio de aproximadamente 1.200 marcas, representadas por 600 empresas do Brasil e diversos países. É o cenário ideal para ter contato direto entre compradores, vendedores, diretores, estilistas, designers, técnicos e outros profissionais do ramo. ‘’O mercado é imenso e as oportunidades sempre existirão. E nada melhor do que aproveitar todo o potencial da única feira que tem tudo para intensificar as relações comerciais e consolidar negócios’’, afirma Elivir Desiam, diretor-presidente da Fenac.

 

      A Fábrica Conceito e o Estúdio FIMEC estarão novamente entre as atrações da feira, tendo como objetivo demonstrar na prática, os produtos em exposição na feira.

 

      A Compor estará presente pela 5º vez na feira, esperando a todos! Sejam bem vindos.

Estaremos no stand 4390, corredor F, pavilhão 4.

Publicado em: Cultura

Nike e Kobe Bryant

Postado em 05/03/2015

kobeq 

      Chega as lojas neste final de semana, o novo lançamento da Nike, o NIKE KOBE X ‘’5 AM Flight. O Décimo sneaker assinado pelo Black Mamba. Mesmo com Kobe Bryant fora de combaete e gerando discussões sobre se seria hora de se aposentar ou não. O modelo, desenhado por Eric Avar apresenta silhueta limpa, minimalista, enquanto mistura elementos essenciais de desempenho, que são o amortecimento híbrido, cominando Lunarlon, Nike Free e uma unidade de Zoom Air no calcanhar (um sistema de tração avançado em que centenas de nódutos na sola e splay em velocidades elevadas semelhantes as bandas de rodagem em pneus de carros de corrida e um open-weave têxtil nspirado no padrão e força de pele de tubarão.

     O projeto também incluiu no sneaker alguns detalhes especiais como um numeral romano ‘X’ em dourado adornando a sola, quarto linhas vermelhas no calcanhar esquero denotando o retorno de Bryant de sua lesão no tendão de Aquiles em abril de 2013 e o logotipo de Kobe no calcanhar direito, a colorway apelidada de ‘5 AM Flight’, tem inspiração em quando Bryant saltou a mais de 12 metros de uma plataforma de mergulho durante sua recuperação. Junto com o modelo, a Nike Basketball traz um suite de acompanhamento com vestuário e acessórios.

Publicado em: Cultura

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