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9º Salão Jovem Designer - Feevale

Postado em 12/11/2014

 

 

      A Universidade Feevale realizou no último dia 5, o 9º Salão Jovem Designer, que teve por objetivo incentivar, divulgar e premiar a produção conceitual e técnica de acadêmicos e egressos da Instituição. Nesta edição também puderam se inscrever alunos de outros cursos e diplomados Feevale, desde que seus projetos atendessem o regulamento.

 

     Foram premiadas as categorias:

1.            Gráfico: programação visual, design de superfície, sistemas de sinalização, identidade visual, PDV, interfaces digitais, infográfico, tipografia, estudo gráfico de embalagens e rótulos

2.            Produto: objetos, bens de consumo, embalagens prototipadas, utensílios, equipamentos

3.            Moda: uma peça de coleção de vestuário, projeto de figurino, estudos de modelagem ou moulage, além de calçados, bolsas, cintos, joias e bijuterias

4.            Imagem: ilustração, fotografia, editorial, produção, campanhas, croqui, portfólios, glossários, sketchbook, digitais ou não, relacionadas às áreas de Moda ou Design 

5.            Ambiente: desenvolvimento de um mobiliário ou ambiente interno com medidas específicas (sala, escritório, quarto, cozinha, sala de estar etc.) contemplando um projeto 3D e seus referentes desenhos técnicos (elevações). Apresentar Renders mostrando iluminação, mobiliário, texturas e materiais especificados

6.            Egresso: espaço exclusivo para os diplomados da Universidade Feevale com projetos desenvolvidos em uma das categorias mencionadas

 

      Além de uma noite de prêmios também foi uma noite de encontro dos graduados no Design Feevale, que se reencontraram com seus ex colegas e professores, para celebrar o dia do Design que também foi celebrado no dia 5 de novembro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

     Nossa assistente de design, Camila Boff participou na categoria imagem com o projeto ‘Contraste’ que foi inspirado no texto ‘Da necessidade da leveza’’ de Wigvan Pereira.

 

     ‘’Eu seria uma partitura desenhada no ar e só quem tivesse natureza de música seria capaz de me reproduzir. Meus vestígios seriam suaves e eu teria a liberdade de ser puro movimento. Mas ainda restaria muito para mim: me restaria o céu imenso e os campos, cada florzinha; me restaria o peito cheio de um respirar profundo, me restaria o olhar cheio de rio e as pedras, as árvores e o tempo. Ninguém perceberia quando o corpo, que um dia foi meu, estivesse na calçada, estirado de desistência. Ninguém se importaria porque não haveria registro do que eu fiz. Sutis foram os meus rastros e a maioria deles teve forma de abraço. E quando alguém tentasse se lembrar de mim, sentiria apenas um abraço forte, um sorriso e, nesse dia, eu seria o amor.’’

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado em: Design

Bienal Brasileira de Design 2015

Postado em 30/10/2014

 

     E a Bienal Brasileira de Design 2015 já tem local e data para acontecer. A cidade de Florianópolis foi escolhida para sediar o maior evento de design do Brasil que será realizado de 15 de maio a 12 de julho de 2015.

 

      O tema será ‘Design para todos’, que tem como proposta mostrar bons projetos que atendam a todas as pessoas, independente de idade, gênero, capacidade ou cultura, dentro do chamado design acessível ou design universal. Estão incluídos também produtos votlados para as faixas da população emergentes economicamente e projetos destinados ao uso coletivo.

 

      A Bienal vai se expandir por Florianópolis, com mostras em locais como o Museu de Arte de Santa Catarina (Masc) e o Museu da Imagem e do Som (MIS), ambos no Centro Integrado de Cultura (CIC), o Museu Cruz e Souza, na Fundação Cultural BADESC e em espaços abertos da cidade. Um seminário internacional vai marcar a abertura do evento e outros seminários acontecerão ao longo dos dois meses de duração da iniciativa.

 

 

      O conjunto de exposições engloba a produção nacional, alguns recortes da produção internacional recente e aborta a produção de Santa Catarina (quarto estado mais industrializado do Brasil), estado conhecido pela produção rica e diversificada e com alto índice de desenvolvimento humano no país.


      As atividades da Bienal - exposições, seminários, ações educativas e interativas e um circuito de ações paralelas - visam promover o reconhecimento do importante papel que o design representa para o desenvolvimento econômico e sustentável do Estado e do País.

 

      Na curadoria esta Adélia Borges, jornalista e professora da história do Design que já fez exposições em cidades brasileiras e ainda em Amsterdam, Buenos Aires, Milão, Paris, San Francisco, Tóquio e Barnsley, Sleafor e Wimborne.

 

      Confira a entrevista com Adélia em que ela conta um pouco sobre a Bienal de Design de 2015: https://www.youtube.com/watch?v=6rJecgdDp4Y

 

      A identidade visual da Bienal foi desenvolvida pelo designer Pablo Cabistani, gaúcho radicado em São Paulo. O trabalho de Pablo buscou traduzir o tema da Bienal catarinense – “design para todos” – e concorreu com outros 90 trabalhos.  Cabistani explica que quis dar “um visual de celebração com um toque popart”. Para Roselie Lemos, Coordenadora Executiva da Bienal Brasileira de Design 2015, “a Bienal agora tem uma cara, que é vibrante, de energia, de vivacidade e de alegria, tudo aquilo que procurávamos”.

 

aplicação identidade visual

 


     A Bienal Brasileira de Design 2015 Floripa é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do Movimento Brasil Competitivo (MBC), apoiada pela Apex-Brasil e Governo de Santa Catarina e promovida pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e pela Associação Catarinense de Design (SC Design).

 

 

     O site oficial do evento é: http://www.bienalbrasileiradedesign.com.br/

Publicado em: Design

Bloom Brasil por Li Edelkoort

Postado em 23/10/2014

 

Li Edelkoort é hoje um dos nomes mais respeitados no mundo da moda e design. Dentro da sua empresa, a Trend Union que fica em Paris, ela coordena uma equipe que pesquisa tendências da moda, design, arte e comportamento para gigantes como a Coca-Cola, Warner, Gap, Lacoste, L’Oréal, entre outras. Já foi eleita um dos 25 nomes mais influentes da moda pela revista ‘Time’ e uma das 40 pessoas mais importantes no Design pela ‘Icon Magazine’.

 

O livro Bloom Brasil, lançado por ela este ano reúne ensaios fotográficos com referências visuais brasileiras, olhando para o Brasil desde uma perspectiva cultural, coisas orgânicas e raízes regionais. Cheio de imagens inspiracionais o livro serve como referência criativa para designers, estilistas e artistas do mundo inteiro.

 

 

Li, respondeu a uma entrevista feita pelo site FFW, sobre Brasil, moda e tendências:

 

Qual o conceito do livro “Bloom Brasil”?

É ideia é olhar para o Brasil pela perspectiva cultural, pelas coisas orgânicas, pelas raízes regionais. Exploramos o país analisando tendências culturais muito importantes. Acho que dá uma boa ideia do que é o Brasil.

 

Ronaldo Fraga e Isabela Capeto aparecem no livro. Por que vocês escolheram esses dois estilistas?

Geralmente não mostramos a moda já feita, só damos referências e ideias. Mas nesse caso achamos importante destacar esses dois designers que são tão ligados ao conceito de ser brasileiro.

 

Como você consegue prever uma tendência dois anos antes dela acontecer?

Desenvolvi uma confiança enorme na minha intuição há bastante tempo. Sempre que não escutava minha intuição eu errava! Então aprendi desde cedo que sempre deveria acreditar no que ela indicasse, mesmo me surpreendendo às vezes. E todo mundo nasce com intuição. Todo mundo às vezes quer encontrar uma peça, como um suéter de lã vermelho, e não acha. E no ano seguinte a peça está em todas as lojas!

Então desenvolvi esse senso de conseguir mergulhar no zeitgeist, que é uma grande camada de pensamento criativo que está por todo o mundo, e tentar entender os sinais e traduzi-los em cores, materiais, formas, comportamentos, etc.

 

E que tipo de surpresas você teve nos últimos anos?

Por exemplo, teve um momento que eu fiquei no meu escritório e pensei “O que eu vou fazer agora?”. E a palavra que veio na minha cabeça foi “Coberto”. E eu pensei “Coberto? Como assim?”. Na época estava na moda decotes enormes, shorts curtos, pernas de fora. Decidi seguir essa ideia e lançamos uma previsão de tendência dizendo que as pessoas andariam mais cobertas, com mangas mais compridas, calças compridas, meia em cima de meia, máscaras, véus, chapéus, lenços. Vi isso mais ou menos há cinco ou seis anos e foi o que aconteceu e ainda está acontecendo.

 

O que você acha da moda brasileira e dos brasileiros?

Amo esse país, tem uma cultura absolutamente vibrante. Acho que as pessoas não deveriam se inspirar nas coisas de outros países. Meu conselho à cultura do Brasil seria considerar de onde vocês vem. Porque o mundo está se tornando muito global e o próximo passo no mercado mundial é conquistar a América do Sul e a África. Então a indústria e os designers do Brasil deverão expressar o que os motiva intimamente, e não que está acontecendo em outro lugar.

 

E da arte feita pelos brasileiros, que está se tornando tão famosa com artistas como Adriana Varejão e Beatriz Milhazes?

Acho que a arte brasileira em sua essência ainda é muito intimamente ligada com as raízes da cultura. É por isso que ela é tão importante na cena internacional. Vemos o mesmo na cena da arte na Índia e na África. Todos os artistas que estão tentando traduzir as suas origens se tornam muito populares no mercado mundial.

 

E é isso que os estilistas deveriam fazer com mais frequência?

Acredito que sim, talvez não agora, mas será um desafio porque se você quer ser global, você tem que se tornar local. Yves Saint Laurent é absolutamente parisiense, Ralph Lauren é completamente americano, Yohji Yamamoto é absolutamente japonês. Então quem tiver raízes, como eles, é capaz de conquistar o mundo. Se você tem uma marca que fica no meio termo, é mais difícil. E sinto que no hemisfério sul ainda existe um deslumbramento com Hollywood, Paris, Milão e eu diria “Bom, eu venho de lá e não é tão bom quanto vocês acham”. Nós gostaríamos de estar aqui!

 

E você pode me adiantar as tendências que está prevendo para os próximos dois anos?

Sim: mais loucura, mais ousadia. Acho que a moda ficou tão segura que está muito chata. Apesar de ter surgido uma tendência de moda muito importante que se chama “blunt and boring” (estúpido e chato), que já está aparecendo nos Estados Unidos e na Europa e que são as pessoas que não querem nem um pouco estar na moda. Então eles se vestem e você nem os vê.

Publicado em: Cultura

Salão Jovem Designer 9ª edição – Universidade Feevale

Postado em 16/10/2014

     Salão Jovem Designer 9ª edição – Universidade Feevale

 

      Com o objetivo de incentivar, divulgar e premiar a produção conceitual e técnica dos acadêmicos e egressos, a Universidade Feevale realiza pelo 9º ano o Salão do Jovem Designer. Uma das novidades desta edição é a participação de alunos e diplomados de quaisquer cursos da Universidade, desde que seus projetos sigam o regulamento.

 

      As categorias de projeto são:

 

1.Gráfico: programação visual, design de superfície, sistemas de sinalização, identidade visual, PDV, interfaces digitais, infográfico, tipografia, estudo gráfico de embalagens e rótulos

 

2.Produto: objetos, bens de consumo, embalagens prototipadas, utensílios, equipamentos

 

3.Moda: uma peça de coleção de vestuário, projeto de figurino, estudos de modelagem ou moulage, além de calçados, bolsas, cintos, joias e bijuterias

 

4.Imagem: ilustração, fotografia, editorial, produção, campanhas, croqui, portfólios, glossários, sketchbook, digitais ou não, relacionadas às áreas de Moda ou Design 

 

5.Ambiente: desenvolvimento de um mobiliário ou ambiente interno com medidas específicas (sala, escritório, quarto, cozinha, sala de estar etc.) contemplando um projeto 3D e seus referentes desenhos técnicos (elevações). Apresentar Renders mostrando iluminação, mobiliário, texturas e materiais especificados.

 

6.Egresso: espaço exclusivo para os diplomados da Universidade Feevale com projetos desenvolvidos em uma das categorias mencionadas. 

 

      Os projetos inscritos serão selecionados primeiramente por uma comissão julgadora. Do dia 20 de outubro ao dia 4 de novembro os trabalhos vão estar expostos na Sala de Exposições do prédio Arenito, no Campus II, para serem avaliados por uma comissão julgadora formada por professores, profissionais da área e pelos visitantes da mostra, por meio de voto popular. Após a premiação que ocorrerá no dia 5 de novembro, ás 21h, no local da exposição, os projetos vencedores vão ficar expostos entre os dias 6 e 28 de novembro no Centro de Design, que também se encontra no Campus II da Universidade.

 

      Nossa assistente de design, Camila Boff, irá participar do Salão, na categoria de Fotografia.

      Os vencedores recebem certificados, troféus, materiais de desenho da empresa Koralle e livros da editora Bookman. Os apoiadores do Salão do Jovem Designer são Bookman Editora, Koralle e Grupo A.

 

      Vídeo sobre a 8º edição: https://www.youtube.com/watch?v=iV45TnsR3a4

 

Publicado em: Design

Tight of the Moment – Flávio Samelo e Jayele Hudson para NIKE

Postado em 09/10/2014

 

      O casal de fotógrafos Flávio Samelo e Jayelle Hudson foram convidados pela marca Nike para criar estampas para tops, leggings e calçados para a coleção que recebeu o nome de ‘’Tight of the Moment’’.

 

      O trabalho dos dois fotógrafos tem referências artísticas opostas e os padrões em cada peça foram idealizados a partir de uma mistura dos dois. Com o objetivo de justapor os universos do homem e da natureza de uma forma abstrata. Samelo concentra seu trabalho em arquitetura e contrastes, já Jayelle volta suas referências para objetos de natureza orgânica.

 

      Em entrevista, Samelo conta um pouco do processo de desenvolvimento. Tudo começou a partir de um projeto pessoal da sua mulher, Jayelle, em 2009/2010, baseado no Teste Rorschach, um teste psicológico pictórico, onde ela sugere uma análise através das fotografias de copas de árvores brasileiras espelhadas levantando um questionamento ligado á nossa visão da natureza de nosso país. Como o casal sempre quis fazer um trabalho de arte juntos, aconteceu a exposição ‘’Homem & Natureza’’ em São Paulo, na Carte 1011. Onde foram expostas duplas de fotos usando a técnica de espelhamento com fotos das copas de árvore que ela fazia, remetendo a natureza, e Samelo usando a técnica porém com fotos de fachadas de prédios, referindo-se ao homem. Dois anos depois o diretor da Nike entrou em contato e começaram a trabalhar na coleção. Samelo conta que ele e Jayelle tiveram liberdade total e todas as suas sugestões e comentários foram atendidos.

 

 

 

 

 

       A equipe de designers da Nike, utilizou um mapa do corpo de atletas mulheres, desenvolvido pelo laboratório Esportivo da Nike, que destaca os músculos e zonas de maior aquecimento do corpo, para aplicar estrategicamente a arte nas peças. A impressão foi feita com a técnica de sublimação digital. O tecido macio com Nike Dri –FIT exporta o suor para fora do tecido, ajudando a manter a pele seca.

 

      O resultado de uma grande marca e de dois grandes artistas, não poderia ser diferente, a coleção ficou incrível.

 

 

 

Publicado em: Cultura

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