O jeitinho brasileiro

Postado em 11/12/2013

O Brasil é o oitavo mercado consumidor do mundo e cada vez mais recebe atenção de multimarcas e empresas globais interessadas neste público. Todos sabem que na economia, quanto maior a quantidade fabricada, menores os preços e melhor o lucro, mas para atender países de todos os continentes é preciso se adaptar a cada cultura. E você pode nem saber, mas o povo brasileiro já inspirou muitas mudanças em produtos, que tiveram que ser adaptados para agradar seu gosto.

 

 

Está claro que hoje em dia não existe mais uma fórmula perfeita para vender qualquer tipo de produto. É preciso ter entendimento local e não apenas global sobre a opinião do público alvo em relação aquele item. Para atingir o objetivo e não deixar a marca obsoleta, muitas empresas investem em pesquisas de comportamento, outras até mesmo colocam funcionários morando na casa dos consumidores para entendê-los melhor. Nessas horas, todas as ferramentas estratégicas são bem-vindas no mercado.

 

 

Boas provas de como as empresas devem se adaptar para fazer sucesso no mercado brasileiro podem ser vistas todos os dias. Como as massas da italiana Barilla, que teve a necessidade de fabricar um produto diferente do que faz para o resto do mundo, mais tenro e com ovos. O resultado veio em um teste cego realizado pela marca e na mesma pesquisa descobriram que os nomes dos tipos de massas deveriam ser em português ao invés de italiano, como a gravatinha e parafuso. Ou a Pizza Hut, que trocou as grossas massas parecidas com pão pelas mais finas e o recheio de carne moída por outros que têm catupiry para agradar o público.

 

 

Outro caso é da famosa L'Oreal, que teve que prolongar o efeito de seus desodorantes e até mesmo acrescentar o efeito clareador, além de investir em produtos de melhor qualidade para os cabelos das brasileiras. Um bom investimento tendo em vista que o Brasil é o primeiro no consumo de hidratantes, condicionadores e tinturas. Tudo isso porque o público brasileiro é muito mais crítico quando o assunto é beleza e cuidados com o corpo.

 

 

Na indústria automotiva, as mudanças vieram principalmente nos carros de marcas chinesas, como a JAC Motors. Isso porque na China, as pessoas gostam mais dos interiores bege, enquanto que os brasileiros acreditam que ele suja muito mais fácil e preferem a praticidade do preto. Assim, ele tiveram que mudar o interior e a cor da lataria, que aqui os brasileiros preferem as básicas como preto, prata e branca. Da mesma forma como a Nissan mudou as suspensões do novo Sentra, que precisaram ganhar reforço e serem mais duras, pois os brasileiros costumam colocar mais peso no carro. Vale mesmo tudo para agradar o jeitinho brasileiro.

Publicado em: Cultura

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