Arezzo: de um salto surge um império

Postado em 10/02/2014

Uma obsessão que se transformou em uma incrível habilidade para prever tendências e assim, agradar milhares de mulheres vaidosas, construindo um verdadeiro império no mercado de calçados. Foi um pequeno distúrbio social de Alexandre Birman que deu início a sua vontade de criar sapatos, o empresário que tem mania de observar pés femininos por onde passa fez seu primeiro par aos 12 anos de idade. Este foi dado de presente ao pai, Anderson Birman, fundador da sapataria Arezzo.

 

Aos 19, Alexandre decidiu que queria ter sua própria marca de calçados femininos, e aí fundou a Shutz, que seria concorrente da própria Arezzo nos anos seguintes. Até que em 2007, pai e filho resolveram acabar com a concorrência familiar e uniram suas forças para criar o que se seguiu como a era de ouro da Arezzo, que hoje vale mais de 2 bilhões de reais, aumentando em cinco vezes o valor do faturamento. Mas qual a receita de sucesso desse grupo?

 

A Arezzo foi uma das primeiras brasileiras a criar marcas exclusivas para cada tipo de público, saindo da zona de conforto. A influência veio do exterior e a empresa começou a lançar mais coleções ao ano, mantendo o mercado aquecido e os consumidores atualizados das novidades. Resultado disso foi a criação de mais duas marcas além da Arezzo e Shutz, a Anacapri – especializada em modelos flats – e um ano depois, a Alexandre Birman – focada no mercado de luxo, mulheres de 20 a 45 anos da classe A.

 

Hoje, a Arezzo atende expectativas de diversos públicos com seus pares que valem de 100 a 2.500 reais nas lojas. Como fazer isso? Alexandre Birman tem em sua fábrica um ritmo acelerado de criações. São mais de 300 pessoas trabalhando no centro de inovação da empresa, desenhando 1000 novos produtos por mês, dos quais o próprio Alexandre escolhe cerca de 200 modelos que vão para as prateleiras. Esse ritmo pode ser um pouco da explicação do porquê a Arezzo vende tanto.

 

E tem mais. A última grande aposta do grupo foi a criação de uma loja Schutz, inaugurada em 2012 em plena Madison Square, em Nova York, onde disputa o desejo dos consumidores com grifes internacionais. E o futuro da Arezzo, segundo os empresários, é ter lojas espalhadas pelo mundo todo e conquistar clientes pela qualidade do produto. Segundo Alexandre Birman “Queremos conquistar clientes não porque somos brasileiros, mas porque fazemos sapatos espetaculares.” Que sirva de exemplo para nossas marcas. 

Publicado em: Cultura

NOME

EMAIL

COMENTAR

COMENTÁRIOS